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Tradição e Métodos

 

 

Herdeiros de mais de um século de história e tradição agrícola dedicado exclusivamente ao cultivo de arroz na região, os orizicultores que compõem a Orivárzea são os descentes de gerações de agricultores que aprenderam com a experiência a fazer crescer na Lezíria Ribatejana o melhor arroz de Portugal.

 

É claro que a mecanização, a ciência e a tecnologia, introduziram inovações extraordinárias em termos de produtividade e qualidade do produto.

 

Mas, na essência, o cultivo de arroz não se altera há milénios, e a arte de o cultivar respeitando os ciclos de crescimento e mantendo as suas características mais nobres, é uma sabedoria que acompanha desde o berço os produtores do arroz Orivárzea.

 

A cultura do arroz, como a da maior parte das plantas, exige a reunião de três factores essenciais, luz, água e calor, e pode ser realizada em todos os tipos de solos. Mas, no caso do arroz, embora não seja uma planta aquática, são essenciais condições de alagamento, só sendo por isso possível em terrenos submetidos a cheias.

 

Resumidamente, as principais operações de ordenamento do arrozal são a divisão em canteiros, o nivelamento, a organização dos acessos e a construção da rede de canais de rega e drenagem. Após estas operações prepara-se o terreno através das cavas e lavouras, gradagens, alagamento, nivelamento da superfície, baldeação e rebaixa.

 

A sementeira é realizada de acordo com as características do solo, o tipo de sementeira, a qualidade do grão e as condições climatéricas. Antes da ceifa e debulha, o arrozal passa ainda por operações de manutenção como a retancha (repovoamento de novas plantas) e a monda (arranque de ervas infestantes).

Quando os campos estão maduros, o arroz é colhido e transportado para um processo de limpeza e secagem ao qual se segue a armazenagem em silos com ventilação de ar frio e sêco, capazes de garantir uma conservação em condições óptimas sem a utilização de qualquer insecticida, o que determina uma longevidade muito superior à época das ceifas.

 

Após armazenagem, o arroz é transportado para transformação, iniciando-se um novo processo de limpeza, seguido de descasque e extracção da casca. Após selecção de arroz com casca e de grãos verdes, o arroz é branqueado e polido. Depois de uma última selecção, o arroz branqueado é embalado e acondicionado para armazenagem final e expedição. Em todo este processo é a Orivárzea quem uniformiza o aconselhamento da produção de determinadas variedades, a calendarização das sementeiras, as datas e formas de recolha das ceifas. Também os processos de secagem e conservação são escrupulosamente controlados pela equipa Orivárzea.

 

Isto faz do arroz cultivado e embalado pela Orivárzea o único arroz produzido em Portugal em que é possível, a partir da numeração de um determinado pacote disponível no mercado, recuar no processo de fabrico e identificar claramente todo o percurso que esse mesmo lote descreveu: em que terras foi semeado e colhido, de que campo é oriundo, de que cilo é proveniente, qual o agricultor, ou seja, dispor do “bilhete de identidade” completo do produto até chegar à prateleira.

Produção Integrada

 

 

Se há campo e que o pioneirirsmo da Orivárzea é uma evidência, esse é sem dúvida o da Protecção Integrada. Definida como “um processo de luta contra os organismos nocivos utilizando um conjunto de métodos que satisfaçam as exigências económicas, ecológicas e toxicológicas, dando carácter prioritário às acções de Protecção das Culturas, fomentando a limitação natural dos inimigos das culturas e respeitando os Níveis Económicos de Ataque”, a Protecção Integrada é basicamente a utilização de todos os métodos de combate aos inimigos das culturas, visando a aplicação reduzida de pesticidas.

 

Quando se realiza a sua aplicação, esta é feita de um modo controlado e com a mínima dose por hectare possível, respeitando sempre intervalos de segurança, limites de toxicidade para a fauna do ecossistema e também os Limites Máximos de Resíduos permitidos por lei.

 

O arroz que ostenta a marca Orivárzea é assim o único arroz em Portugal que dá garantias de ter sido produzido com ausência total de insecticidas e com herbicidas controlados e usados na quantidade exactamente necessária para garantir os níveis de produção no campo, mas para desaparecerem no processo e não apresentarem qualquer vestígio no produto final.

 

O símbolo de Protecção Integrada presente em cada embalagem é não só o atestado de uma empresa de vanguarda nos procedimentos ecológicos que regem a sua actividade, mas também a certeza de um produto fiscalizado por entidades externas, isentas e imparciais, garantindo assim a excelência do arroz que sai das suas instalações, tanto em termos da saúde humana como do meio ambiente.